“O fardo do Homem Branco”: ode ao imperialismo. Em 1899, o poeta britânico Rudyard Kipling (1865-1936), publicou um poema que teve enorme impacto naquela época: The white man’s burden, O Fardo do Homem Branco. O poema era um chamado à conquista imperialista dos europeus e norte-americanos. Para Kipling, o domínio do planeta era uma missão difícil (um “fardo”) mas necessária que todos os homens brancos deviam assumir para levar a cultura e a “civilização” aos “selvagens” descritos como “tristes povos, metade criança, metade demônio”. A missão civilizadora proclamada pelo poeta significaria “levar a paz”, “encher a boca dos famintos”, por fim às doenças e “levar a esperança ao nada”. O poema traduz a mentalidade progressista do final do século XIX. Apresenta uma certa generosidade em relação aos povos conquistados o que, naquele contexto histórico soava como um eufemismo, uma idealização distante da brutalidade do que então ocorria nas colônias europeias da África e Ásia. As teori...

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