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DESBRAVAMENTO DO SERTÃO - EJA



Documento I
“O gado ia realizando a integração de diferentes regiões econômicas por ser a única atividade do período voltada para o mercado interno” Alencar; Carpi & e Ribeiro. História da Sociedade Brasileira p. 54.
Documento II
"Diferentemente dos intrusivos paulistas, os criadores de gado nordestinos adentraram não nas matas e nos alagados, mas nas vastas extensões de terra, distantes do fértil litoral. Faziam-no mansamente. Faziam-no, aliás, desde a montagem dos primeiros engenhos. Em 1549, com a instalação do Governo Geral, começou a lenta expansão da pecuária no Nordeste (...). Devagarinho, manadas baianas, imensas e silenciosas, percorreram léguas e léguas do território brasileiro, espalhando-se entre as regiões do São Francisco e daí ao Piauí, a Goiás e Mato Grosso.
O sertão, significando na época as terras apartadas do litoral, era palco dessa nova ocupação (...).
Na região (nordeste), casas de barro cobertas de palha, currais de pedra ou madeira, pequenas roças de mandioca, feijão e milho funcionavam como âncora para o gado que se criava solto. Pastagens sem limites funcionavam como campos de engorda, onde o vaqueiro só pisava para buscar bezerros novos e fazer nova choupana. (...).
O gado tinha várias funções: seu couro servia para o ensacamento da produção de fumo e a matolagem de alimentos nas viagens ultramarinas (...). No engenho era comumente usado, quer para lavagem das canas, quer para virar as pesadas rodas. (...). O gado alimentava cidades em Pernambuco e na Bahia, assim como na rota do rio São Francisco, as populações que, no final do século XVII, se instalaram em Minas Gerais. (...).

Tal como no Nordeste, a criação de gado, cem anos após o início da colonização, conquistou o sul da colônia. Nessa área, os jesuítas foram os principais responsáveis pela disseminação das reses. E o fizeram para alimentar os aldeamentos de catequese. (...).
A circulação interna da colônia, assim como o transporte de produtos e bens só podiam ser feitos em lombo de mula. O abastecimento de Minas e das tropas estacionadas no Sul dependia da carne bovina. A fazenda de gado do Nordeste criou uma massa de pequenos e médios proprietários. O mesmo se deu no Sul-Sudeste. Aí, particularmente, essa gente alargou nossas fronteiras. Funcionando como uma verdadeira correia transmissora de negócios, valores e informações, tropas e tropeiros carregavam cartas e recados, ligando as pessoas nos mais diversos pontos da colônia. De 1750 a 1850, as tropas de muares foram responsáveis pela profunda animação que tomou conta dos pequenos e grandes comércios, assim como da sociedade que começava a nascer nos sertões, antes tão ermos e tão longe do rei”. PRIORE, Mary Del, VENÂNCIO Renato Pinto. O Livro de Ouro da História do Brasil. Rio de janeiro: Ediouro, 2001.

Após a leitura RESPONDA AS QUESTÕES ABAIXO NO CADERNO:
1) Qual a relação existente entre a pecuária, o desbravamento dos sertões e as fronteiras brasileiras?

2) O que era chamado de sertão?

3) Quais as regiões citadas nos documentos a pecuária alcançou?

4) O que significa integração? O que é integração física? E econômica?

5) Que regiões o gado integrou?

6) O que é mercado interno? Qual era a função do gado no litoral? E na região das minas?

7) Como o gado era criado? Confinado ou em grandes áreas?




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